Já tem um bom tempo que eu faço trabalhos artísticos com sistemas interativos automatizados através de sensores de câmera. Mas foi só outro dia que eu me dei conta desse nome bonitinho, Visão Computacional, ou no inglês Computer Vision, que abrange tantas áreas das ciências atuais. Segundo a wikipedia: “Visão Computacional é a ciência e a tecnologia das máquinas que vêem.”
Encontramos o recurso da Visão Computacional sendo aplicado no processamento de diversos tipos de imagens, para o bem ou para o mal: de satélites, para encontrar focos de incêndios e desmatamentos em florestas, para monitorar a movimentação de tropas inimigas ou invasões nas fronteiras de algum país conturbado; de microscópios, para conferir se placas de computador estão sendo montadas corretamente pelas maquinas; de câmeras de segurança para vigilância e contagem de pessoas e mercadorias em diversos sistemas; na medicina, para modelagem de imagens de dentro do corpo e de objetos em sistemas virtuais 3D.
Quando estive na Inglaterra, me senti bastante vigiado e lembro de pensar se as imagens das câmeras CCTV estariam sendo gravadas.. Hoje penso que, para além, essas imagens podem estar sendo “logadas” por sistemas de vigilância por computador. Será que existe legislação para isso?
Nas minhas experiências lúdicas como programador de instalações artísticas interativas, já usei câmeras USB como sensores de presença, e nas experimentações na área de VJ como interface de input e manipulação não tatil de outros parâmetros em tempo real.
Experiências pessoais mais recentes incluem o uso da visão computacional para manipulação de instrumentos sonoros, audiovisuais e até mesmo em competições esportivas para auxiliar a visualização de algum lance duvidoso.